|
Castelo de Alfaiates (Classificado como Monumento Nacional – D.L. nº 28/82 de 26 de Fevereiro. Provavelmente foi construído por Afonso X de Leão cerca de 1230, reedificado depois por D. Dinis no séc. XIII. Recebeu obras de beneficiação no reinado deste monarca e em 1640 participou na defesa contra os Franceses. É conhecido um projecto de transformação do castelo em fortaleza abaluartada, o que não foi executado.
Já albergou no seu recinto o cemitério. No terreiro fronteiro ao castelo realiza-se a feira, existindo anteriormente um alpendre de feira destinado a esse fim.
Construção de planta sensivelmente rectangular, com dois ângulos reforçados por torres, arruinadas. Conserva ainda no seu interior duas torres de planta quadrada, igualmente em ruínas. Uma das portas, em arco de volta perfeita, ostenta a coroa real e as armas de D. Manuel; existem escassos vestígios da cintura de muralhas que envolvia a vila, subsistindo somente o arranque do arco da porta norte.)
Castelo de Sortelha (Classificado como Monumento Nacional – D.L. de 16/6/1910. Sofreu obras de renovação, cerca de 1228, reinado de D. Sancho II, e posteriormente foi remodelado nos reinados de D. Dinis, de D. Fernando e de D. Manuel e ainda em 1640.
A sua origem está efectivamente rodeada de lendas, preferencialmente relacionadas com bruxas, facto que a existência de galerias veio acentuar.
Subsiste a cintura de muralhas que contorna a vila e as suas três portas, sendo uma delas a porta falsa; a porta de acesso à cidadela é protegida por mata-cães e exibe o escudo, coroa real e esferas armilares; lateralmente a esta observa-se outra porta falsa em arco de ferradura, possui seteiras cruciformes; Torre de Menagem de planta quadrada; os adarves encontram-se parcialmente desmantelados, conservando-se ainda a cisterna; os afloramentos graníticos funcionam como contrafortes naturais)
Castelo de Vilar Maior (Classificado como Imóvel de Interesse Público – D.L. nº 2/96 de 6/3/1996. Relativamente à época da sua fundação colocam-se várias hipóteses: castro pré-romano, fortaleza romana e árabe. Terá sido reedificado por D. Afonso IX de leão.
Todavia o dado menos controverso diz respeito à sua reedificação por D. Dinis, cerca de 1296, ainda que a sua fundação seja certamente anterior.
Cidadela de planta ovalada; Torre de Menagem de planta quadrada, com três pisos apresenta exteriormente um escudo com cinco quinas e várias seteiras; porta de acesso em arco de volta quebrada; das diversas construções que o interior do castelo integrava, subsiste a cisterna; já não existem os remates merlonados, nem a linha de muralhas que defendia a vila, observando-se porém o arranque do arco de uma das portas.)
Castelo do Sabugal (Classificado como Monumento Nacional –D.L. de 16/6/1910; D.L. nº 38147 de 5/1/1951; Z.E.P.-D.L. (2ªsérie) nº 282 de 6/12/1949. O castelo foi construído talvez nos séc. XII-XIII, sob o domínio leonês, tendo sido depois remodelado e ampliado por D. Dinis, datando a Torre de Menagem do reinado deste monarca; recebeu obras de beneficiação no reinado de D. Manuel e ainda na época das Guerras da Restauração. Por volta de 1846 o seu interior foi transformado em cemitério, implicando a demolição das construções aí existentes.
Possui uma planta trapezoidal; acesso através de duas portas de arco quebrado; muralhas interiores com adarve contínuo acessível por quatro escadas; três torres de ângulo, de planta quadrada, situando-se a sudeste da Torre de Menagem, de planta pentagonal, reforçada por mata-cães e possuindo três pisos, num dos quais se encontra o escudo com as cinco quinas; a cidadela tem outra cintura de muralhas de menor altura e defendidas por terreões de planta circular; todas as seteiras são cruciformes; observa-se a conjugação de pelo menos dois tipos de aparelho: cantaria de granito e alvenaria de xisto; é de notar que existem ainda as fundações dos edifícios que se integram na cidadela)
Ruínas do Castelo de Vila do Touro (O castelo teria sido fundado pelos Templários cerca de 1221. Posteriormente seria reedificado por D. Dinis, integrando talvez uma Torre de Menagem.
Apenas subsistem alguns panos de muralhas em ruínas, bem como uma porta em arco quebrado, a Porta de S, Gens, abobadada e parcialmente entaipada.
|